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Arroz de roça na panela de disco de arado

>> segunda-feira, 19 de novembro de 2012


Lembram que contei, na semana passada, que fomos almoçar na casa da Lane e do Lau e que a Kamilota fez uma rabada deliciosa? Para acompanhar a rabada ( e também o churrasco que o Lau preparou) a Lane fez essa arroz MARAVILHOSO!!!!
E o melhor: ela cozinhou na panela feita com disco de arado! Fiquei LOUCA na panela, quero uma djá!  Vocês já conheciam?

Vocês não imaginam o quanto esse arroz fica bom... Ele é beeem comidinha de roça, com gostinho de almoço na fazenda da avó.... E, se você gosta de rapa de arroz, você vai se deleitar!

Fiquei de olho na Lane para poder ensinar a receita para vocês.
Não é bem receita.. é mais o modo de preparo. As quantidades você coloca na sua preferência.

Em uma frigideira larga coloque uma boa quantidade de banha de porco (delícia) e alho grosseiramente picado. Espere o alho começar a mudar de cor, mexendo sempre, e junte cebola picada. Espere a cebola ficar transparente, mexendo sempre, e junte arroz cozido.
Vá mexendo devagar, no fogo forte, até o arroz ficar crocante.É pra fritar o arroz, tá?
Se necessário, acrescente mais um pouquinho de banha.
Acerte o sal, junte salsinha picada e se mate de comer!

Eu acho que o ingrediente melhor é o cheirinho de fogão a lenha que fica no arroz. Se você tiver um fogão a lenha em casa, faça nele e depois me conte, tá?


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Outlet Le Creuset e outras comprinhas...

>> quinta-feira, 26 de janeiro de 2012


 Algumas pessoas não entendem o motivo de nas viagens eu gastar toda a minha cota de bagagem com panelas, colheres e demais quinquilharias de cozinha.... Mas o fato é que enlouqueço quando entro numa loja e vejo essas belezinhas nas prateleiras! E, se a loja for um outlet da Le Creuset, eu PIRO A CABEÇA!!!!!
No Sawgrass Mills, pertinho de Miami, tem um outlet desses e confesso que eu moraria lá dentro...hahahaha

Ao chegar na loja, o melhor foi descobrir que a fofa da vendedora falava português e eu não teria que usar meu inglês sofrível ou meus tradutores (filhos e marido) na negociação.
Fui logo perguntando sobre a maior panela.
Vocês sabem que não gosto de panelinhas, gosto mesmo é de fazer comidonas em panelas que caibam um porco inteiro...hahahaha
A maior panela era a 34.
Para minha tristeza, só tinha a 34 em azul, e eu queria a vermelha.
Para minha alegria, ela estava em promoção. Cento e três dólares de desconto no valor que já era a metade dos preços dessas panelas no Brasil. Paguei em uma panela 34 um valor abaixo do que pagaria em uma tamanho 20 no Brasil.
Fui fuçando, fuçando... Até que achei uma panela oval, laranja, tamanho 31, com 40% de desconto. Surtei, né? Claro que coloquei ela no carrinho!
Como toda a linha azul cobalto estava com excelentes descontos, comprei um frigideira grande e espátulas e colheres (25% de desconto).




Ainda na Le Creuset, os moedores de sal e pimenta me encheram os olhos... E, CLARO, que comprei nas minhas cores preferidas. Estou tão enciumada que acho que vou colocar eles na decoração da sala e não no uso, na cozinha...
Comprei também pilões de cerâmica e colheres medidas, um luxo!


Saindo da Le Creuset fui à caça de um bom mandoline. Já tive 2 ou 3, todos de plástico, e , como não sou uma lady na cozinha, acabei quebrando todos.
Comprei um todo de aço inox. Ainda não usei, mas acho que ele é excelente... Estou doida para meter a mão na massa e inaugurar o meu bunitim....


Na minha lista de compras constava a batedeira KitchenAid vermelha e os acessórios para massa.
Só que deixei para o final e, por serem muito pesados, tive que deixar para a próxima vez....
Como não comprei a batedeira, trouxe uma novidade da KitchenAid : o processador.


Ainda não usei o processador porque a voltagem é diferente e o eletricista só vai mudar minha tomada hoje, mas já sei que ele vai me quebrar o maior galho... Adoro essas coisas que picam, trituram, amassam, batem... Depois conto o que achei, tá?


Além de tudo isso que já falei, ainda trouxe um monte de outras coisinhas, todas baratíssimas...
Eu não resistia ao ver um escorredor vermelho por U$7,99 ou uma chaleira, também vermelha, por U$20,00... E a excelente frigideira red  por U$12,00, quem resiste???

Agora me perguntem se sobrou espaço na mala para maquiagens e creminhos, que as mulheres tanto gostam?
Só para um rímel a prova d'agua....hahahahaha

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Como curar panela de pedra e limpar panela de cobre

>> terça-feira, 5 de julho de 2011


Com o episódio da minha moqueca perdida por causa da cura da panela fiquei bem mais espertinha.... Nunca mais caio na bobagem de perder comida por causa da panela...
Na volta da viagem de Poços de Caldas passei por Águas da Prata e vi um caminhão vendendo panelas de cobre e de pedra sabão. Fiquei louca e pedi pro maridão parar na mesma hora.
É claro que ele parou e me deu 1 caçarola de 4 litros e 1 grelha para assar pizza de pedra sabão e 2 miniaturas de panelas de cobre.
Curar a panela de pedra é muito fácil mas o processo leva 4 dias. Cheguei em casa e fui logo seguindo as dicas do vendedor:

 Para panelas e caçarolas:

- Assim que comprar panelas de pedra, chegue em casa e lave muito bem. Seque com um pano seco e deixe na sombra por 12 horas, para secar completamente.
- Depois que a panela está limpa e seca, besunte, por dentro e por fora, com óleo vegetal (eu usei girassol). Eu pincelei óleo por toda a panela e coloquei dentro de uma assadeira grande. Uma dica minha: se sua panela tem detalhes em cobre, tome cuidado para não sujar o cobre com o óleo.
- Deixe a panela banhada em óleo por 3 dias, na sombra.
- Após o terceiro dia, passe um papel toalha só nas partes de cobre e limpe bem, encha a caçarola com água e leve ao fogo mínimo por 3 horas.
- Desligue o fogo, espere a panela esfriar COMPLETAMENTE e só então lave muito bem.

Para a pedra de fazer pizza:


- Assim que comprar a pedra de pizza, chegue em casa e lave muito bem. Seque com um pano seco e deixe na sombra por 12 horas, para secar completamente.
- Depois que a pedra está limpa e seca, besunte, por dentro e por fora, com óleo vegetal (eu usei girassol). Eu pincelei óleo por toda a pedra e coloquei dentro de uma assadeira de pizza. Uma dica minha: se sua pedra tem detalhes em cobre, tome cuidado para não sujar o cobre com o óleo.
- Deixe a pedra banhada em óleo por 3 dias, na sombra.
- Após o terceiro dia, passe um papel toalha só nas partes de cobre e limpe bem, e leve ao forno baixo (80 graus) por 2 horas.
- Desligue o forno, espere a pedra esfriar COMPLETAMENTE, ainda dentro do forno, e só então lave muito bem.

As dicas do vendedor pararam por ai mas eu enchi a caçarola de água e fervi mais duas vezes para não correr o risco do óleo ficar rançoso.  Fiz o mesmo com a pedra, coloquei água e levei na chama do fogão até a água evaporar completamente.

Para limpar o cobre:

O cobre sai todo chamuscado da cura. Para limpar eu usei, primeiro, uma bucha com detergente neutro e depois uma mistura de sal e limão. Basta fazer uma pastinha de sal e limão e esfregar pelo cobre (eu uso uma metade de limão para esfregar a pasta na panela). Ele fica lindo, com bastante brilho. Outra dica importante é secar muito bem. A água deixa o cobre manchado, não podemos deixar nem uma única gota.

A pedra de pizza eu ainda não usei mas a panela de pedra fez o mais saboroso arroz que já provei!




Outra dica minha: refogue uma pimenta ardida (eu uso cumari do Pará ou bode) bem picada junto com o alho e use azeite no lugar do óleo. Seu arroz nunca mais será o mesmo....

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Panelas de cobre são proibidas em Minas Gerais

>> terça-feira, 24 de agosto de 2010

Ó o meu amado tacho de cobre lá no fundo!!!

Me dá uma pintada porque eu tô bege!!!

A Gleici, leitora e amiga, acaba de enviar essa notícia divulgada no Rainhas do Lar de hoje e eu tô chocada. Por sugestão da Gleici resolvi falar sobre o ocorrido!

Tomei a liberdade de copiar aqui pra vocês o post da Faby, para mostrar o motivo da minha indignação!
Todos nós sabemos que o cobre faz mal a saúde mas, sabemos também dos cuidados que devemos ter com os tachos e panelas para que o cobre não seja liberado durante o cozimento.
Não concordo em proibir o uso. Acho que o correto seria fazer uma cartilha ensinando a maneira correta de lidar com esse tipo de material e cobrar esses cuidados.
No blog Panela de Cobre, do meu amigo Daniel, você vai encontrar todos os cuidados necessários que devemos ter com uma panela de cobre. Ele, realmente, entende do assunto.

A única coisa que posso dizer é que não vou deixar de usar minhas panelas de cobre para preparar meus doces, minhas geléias e a polenta mais deliciosa do mundo só por causa dessa nova lei.


Leia aqui a matéria do Estado de Minas que foi pulicada no Rainhas do Lar, pela Faby.


"Minas proíbe uso de panelas de cobre
Luciane Evans - Estado de Minas

O verde vivo do figo em calda, a liga cremosa do doce de leite, a goiabada na consistência perfeita e a rapa de tudo isso no fundo de um tacho de cobre correm o risco de se tornar meras lembranças em Minas Gerais, para desespero dos amantes dos famosos quitutes mineiros. A Vigilância Sanitária Estadual, com base em resolução de 2007 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), proibiu o uso de utensílios de cobre na produção alimentícia, sob argumento de que a absorção excessiva do metal provoca desordens neurológicas e psiquiátricas, danos ao fígado, rins, nervos e ossos, além da perda de glóbulos vermelhos. A decisão que pode significar o fim dos doces feitos no popular tacho representa tristeza para doceiras e admiradores da culinária tradicional.

Pelas muitas Minas Gerais, são diversas as panelas que mesclam heranças gastronômicas e culturais de brancos, negros, índios, mulatos e caboclos. Mas o tacho de cobre é unanimida em cada canto do estado. Por isso, a proibição já causa mal estar entre cozinheiros e apaixonados pela boa mesa. Nas próximas semanas, a Secretaria de Estado de Saúde promete orientar as donas de casa sobre a recomendação da Anvisa, por meio de cartilhas.

Mas, antes mesmo do aviso oficial, a amarga notícia já chegou às cozinhas das doceiras. Elas juram que o tacho, além de bom companheiro para as prosas na cozinha, não faz mal a ninguém, principalmente quando bem higienizado. “Meu avô morreu com quase 90 anos e nunca deixou de fazer iguarias nesse utensílio”, comenta Maria Ecília de Jesus, de 55. Doceira em Santa Luzia, na Região Metropolitana de BH, ela conta com orgulho que sempre sonhou em ter sua própria panela. “Pedia emprestado. Mas, há um ano, decidi ir ao Mercado Central de BH e comprar um tacho só para mim. É bom demais. O gosto dos quitutes fica melhor”, garante.

Revoltada com a proibição, Nelsa Trombino, dona do restaurante mineiro Xapuri, na Região da Pampulha, não mede críticas. “Estão querendo acabar com a tradição de Minas. Isso é uma cultura nossa”, reclama, contando que há mais de 50 anos usa o tacho na cozinha. “Mantemos sempre a limpeza dele. Isso é um absurdo. Sou a primeira a fazer guerra contra essa proibição.”

Segundo a coordenadora de Registro e Cadastro de Alimentos da Saúde estadual, Joana Dalva de Miranda, a normatização da Anvisa tem sido aplicada sobretudo às empresas. “Já conseguimos retirar os tachos de cobre das indústrias, provando para eles que o que deixa a cor mais verde do doce de figo, por exemplo, não é o tacho de cobre, mas o tratamento do fruto. A lei vale para todos. Já orientamos as vigilâncias sanitárias dos municípios mineiros no sentido de barrar qualquer expositor de uma feira que tenha produzido doces no tacho”, diz, reconhecendo que é impossível fiscalizar as residências. “Por isso, nas próximas semanas vamos tentar orientar as donas de casa sobre essa recomendação, que vale não só para tachos, mas colheres, revestimentos e outros utensílios.”

Amante da gastronomia mineira e apaixonada pelas panelas de Minas, a francesa Elisabeth Bufet esteve ontem no Mercado Central, no Centro de BH, pela primeira vez. Levada pela amiga, a guia turística Ana Maria Ferreira, Elizabeth não acreditou que o tacho está proibido em Minas. “Na França, os grandes chefes de cozinha usam os caldeirões de cobre para cozinhar. Lá também é tradição Eu mesma faço doces nele”, conta. Ana Maria Ferreira também considera a decisão uma afronta às tradições.

A polêmica se espalhou pelos corredores do Mercado Central, onde há dezenas de lojas que vendem o utensílio. “É a peça mais procurada. A gente fica triste nem é pela venda, mas pelo fim da tradição”, comentou Antonieta Carvalho, dona de três lojas que vendem material de cozinha e adornos no mercado.

Descrença

Gema Galgani Braga, de 76 anos, de Santa Luzia, faz doces há mais de 60 anos. Quando começou, sua mãe, Joana Batista Silvestre, e sua irmã Piedade Margarida, de 88, conhecida como Quetita, já usavam o vasilhame de cobre. “Não sei usar outro tipo de tacho. E também não sei de uma única pessoa que tenha comido dos meus doces e tenha tido uma dor de barriga”, brinca.

A decisão da Vigilância Sanitária a deixou indignada. “O que as autoridades têm que fazer é ensinar a usar direito o tacho, a limpá-lo bem para não deixar dar o azinhavre (substância esverdeada, resultado da oxidação do metal), que é perigoso e venenoso. É preciso arear todos os dias e enxugar com pano seco, no calor do fogo. Tacho é tradição nas cozinhas e ela não pode ser quebrada”, decreta a doceira, famosa pelas balas delícias, canudinhos de doce de leite, doces de frutas, cocadas, entre outros. “Se proibirem os tachos, o que será de nós, doceiras? Virar o tacho de cabeça para baixo e ficar na porta de casa sem ter o que fazer?”, pergunta.

Fonte: Estado de Minas "

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