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Comida mineira, costelinha de porco da roça

>> sexta-feira, 19 de agosto de 2011


Vou terminar a semana com uma receita mineira de encher a boca d'água (e as veias de gordura! hehehehe).
Essa costelinha de porco à moda da roça é um prato servido em quase todos restaurantes de comida mineira mas não são todas que ficam sequinhas por fora e beeeeem macias por dentro. O segredo de deixar a carne macia por dentro está no tempo de preparo, que deve ser bem lento.

A receita é bem parecida com a de carne de roça que já postei por aqui, lembram?

Para 1 k de costelinha de porco, cortada a cada dois ossos, você vai precisar de:
- 1 colher, das de sopa, de sal grosso
- 2 galhos pequenos de alecrim
- 3 dentes de alho
- 1 pimenta ardida (eu uso cumari do Pará)
- 1 fio de azeite
- 300 ml de óleo
- 200 ml de água

Em um pilão, amasse o alecrim, o alho e a pimenta junto com o sal grosso.
Passe essa pasta nas costelinhas, regue com azeite e deixe descansar por meia hora.

Coloque a carne, o óleo e a água em uma panela de ferro (ou uma caçarola de fundo bem grosso), dê uma mexida e leve ao fogo alto, com a panela tampada.
Assim que levantar fervura abaixe o fogo e deixe a carne cozinhar bem devagar, por cerca de 1 hora ou mais,  ou até a água secar completamente e só restar óleo na panela.
Quanto só tiver óleo, aumente o fogo e vá virando as costelinhas com a ajuda de um garfo até todos os pedaços ficarem bem corados.
Retire as costelinhas da panela, deixe escorrer bem, abra uma cerveja e sirva a costelinha com uma boa mandioca amarela cozida.
Não tem nada melhor!



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O pato no tucupi de uma mineira...

>> sexta-feira, 12 de agosto de 2011


Você já teve saudade de comer alguma coisa que ainda não comer ou de algum momento que não ainda não viveu?
Pois eu  sou assim....
Tenho saudades de algumas coisas que nunca vivi...
E foi assim com o tucupi!
Eu tinha uma vontade LOUCA de comer.... Parecia até que era um prato que eu já tinha comido váááááárias vezes e que tinha vontade de comer novamente.
Aqui em Uberlândia é impossível encontrar tucupi ou jambu... Recorri aos meus amigos do Facebook e nossa prima Ana Romaniello, que está morando perto de Santarém, me socorreu!
Não só me socorreu, como me presenteou com 4 litros de tucupi, 1 litro de pimenta no tucupi, 1 sacão de farinha paraense e jambu, muito jambu, que chegou fresquinho como se tivesse sido colhido na hora por causa da TAM!
Não tenho nem como agradecer esse presente da Ana! Obrigada, querida!

É claro que a primeira receita que eu faria com o tucupi seria o famoso pato no tucupi, né?
Corri para comprar o pato (que só encontrei no D'Ville).
Mas....
E a receita?
Eu não conhecia nenhuma receita e não tinha a mínima ideia de como preparar o danado do pato no tucupi. Recorri ao Google e, após ver várias receitas, decidi seguir essa aqui.

Fiz exatamente como manda a receita, só troquei os caldos industrializados por tempero caseiro.

Aqui está o passo-a-passo, a receita está no vídeo abaixo.





E aqui está o pato no tucupi de uma mineira que ADORA torresmo e feijão tropeiro.



O que eu achei?
Bem, eu fiz uma arte! Usei o caldo que sobrou na assadeira do pato depois de assado para temperar o tucupi. Não deu certo... Achei que o gosto acentuado dos pimentões alterou o sabor final e deixou o tucupi salgado.
Enfim, errei! E nem posso colocar a culpa nas vááááááárias taças de vinho que tomei durante o preparo do danado!

Mas ainda tenho 2 litros de tucupi e 1 pacotinho de jambu que eu guardei... Só não sei se vou usar novamente para o pato no tucupi ou para o tacacá. 
Depois eu conto pra vocês, tá?

Aqui está o vídeo que roubei com a receita completa:


http://youtu.be/mjpAXIJLQXM

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Arroz de Hauçá e meus 38 anos de vida

>> quinta-feira, 7 de abril de 2011


Algum tempo atrás meu amigo Chico, o maravilhoso fotógrafo Francisco Pinto, postou uma foto LINDA dessa receita no Facebook. Desde que eu vi a foto, fiquei alucinada!


Fui pesquisar sobre o arroz e descobri que essa receita foi trazida da África e que era feita como oferenda para Iemanjá.

Nasci em um sábado, há exatos 38 anos atrás, então, sou filha de Iemanjá.

Por isso, resolvi inaugurar minha reforma com esse prato, numa forma carinhosa de agradecer a Deus, aos santos e aos Orixás, pela vida feliz, farturenta e cheia de saúde que tenho.


Como não podia deixar de ser, servi o Arroz de Hauçá em um alguidar novíssimo!

Coloquei todo meu amor em cada preparativo, desde a limpeza dos camarões secos (tive que usar luvas para não me machucar e não ficar manchada) e o dessalgue da carne seca até na hora de servir!


Ofereço esse prato não só aos santos e Orixás, ofereço ao meu amigo Chico que me passou a receita cedida pela grande culinarista Elíbia Portela, aos meus amigos, minha amada família e a todos vocês que fizeram meus 38 anos de vida mais felizes e completos!


Fiz algumas mudanças na receita da Elíbia, abaixo explico tudo!
Arroz D’Hauçá, receita da Elíbia Portela Ingredientes: ...700g de carne de charque ( ou carne do sol) 6 dentes de alho picados 4 xícaras de arroz lavado e escorrido 300ml de leite de coco 1.2 l de água Sal a gosto 100 ml de óleo de milho 1/2 kg de cebolas cortadas em rodelas finas Ingredientes para o Molho de Camarões: 100 ml de azeite-de-dendê 50 ml de azeite de oliva 1 cebola grande picada 1 kg de camarões secos limpos Modo de Fazer: Na véspera, corte o charque em tiras finas, coloque numa tigela, cubra com água fria e deixe de molho durante a noite. ( dentro da geladeira) No dia seguinte, escorra o charque, coloque numa panela, cubra com água, leve ao fogo e continue o cozimento até a carne ficar macia. Tire do fogo, escorra e reserve. Numa panela, coloque os dentes de alho picados e 5 colheres (sopa) de óleo, leve ao fogo médio e antes de dourar, junte o arroz e frite por alguns minutos, mexendo sempre. Acrescente leite de coco, água quente e sal a gosto. Abaixe o fogo e cozinhe, com a panela semi - tampada, mexendo de vez em quando para que fique um pouco grudado. Enquanto o arroz cozinha prepare os camarões: Numa frigideira, coloque o dendê e azeite de oliva. Aqueça em fogo médio, junte a cebola picada e cozinhe até ficar macia.( sem alourar), Acrescente os camarões hidratados em água morna. Misture, tampe a panela e cozinhe em fogo brando, juntando água aos poucos, se necessário, até os camarões ficarem macios. Tire do fogo e reserve. Á parte, coloque a 1/2 xícara de óleo em uma caçarola, e quando quente, junte as fatias de cebola e alho amassado, deixando que fritem até a cebola começar a dourar. Acrescente o charque e frite até dourar. Montagem do Prato: Distribua o arroz em uma forma de anel untada com óleo, reserve por 5 min. e em seguira desenforme sobre uma bandeja de cerâmica. Coloque a carne frita acebolada no centro e, por cima do arroz, distribua os camarões refogados. Á volta complemente com bananas da terra cortadas em rodelas e fritas em azeite de oliva e óleo de milho . Leve à mesa enquanto quente.

Mudanças:

Eu usei manteiga de garrafa no lugar do óleo da receita. E usei quantidade menor.

Eu não sigo muito as quantidades, então fiz no olhômetro.

Usei bastante pimenta malagueta no molho de camarão! Ficou dos deuses (Orixás!), hahahaha!


Hummmm... Já tô com vontade de fazer a receita novamente! Deu fome!

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Noite baiana, as entradas...

>> terça-feira, 5 de abril de 2011


Minha irmã veio no final de semana e eu resolvi fazer um jantar baiano no sábado.
Eu já estava louca para fazer esse jantar baiano, por isso encomendei o camarão seco, lembram?

Eu gosto muito de servir comidas típicas... acho um charme servir um jantar todo caracterizado!


O prato principal foi Arroz de Hauçá, um prato que eu nunca tinha comido e que AMEI! Posto a receita dele amanhã!

De entradinha servi acarajés e as casquinhas de vatapá de siri que postei aqui na semana passada.

As casquinhas já estavam congeladas e foi só colocar no forno.

O acarajé eu encomendei no Point do Acarajé, do Carlinhos Baiano. Já falei sobre eles aqui, também.


Vocês não imaginam o sucesso que foi servir o acarajé, bem quentinho! Os recheios estavam MARAVILHOSOS e os acarajés chegaram quentinhos, deliciosos!

Sem contar o cheiro!

Afe! É bom demais sentir o cheiro da comida baiana!

Melhor ainda é receber tudo pronto e ter tempo para curtir seus convidados!

Mais uma vez, SUPER-INDICO os acarajés do Carlinhos Baiano. Se você quiser encomendar para festas ou simplesmente comer essa delícia no final do dia é só entrar em contato:


Point do Acarajé

Loja 1 - Av. Taylor Silva, 1137 (Bairro Tocantins) Loja 2 - Av. José Fonseca e Silva (barraquinha ao lado da Associação de Moradores do bairro Luizote) Fones: (34) 3223-0897 ou 9923-8263


A bebida, além da minha amada cervejinha, foi mineira! Uma cachaça Salinas, que minha irmã trouxe de presente!


Que delícia de noite.....

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Vatapá de siri

>> quarta-feira, 30 de março de 2011



Eu comprei siri para fazer casquinhas de siri mas, com a chegada dos camarões secos, decidi fazer um vatapá de siri! E não é que deu muito certo? Ficou delicioso! Vou servir na sexta, quando minha irmã chega de Poços de Caldas, de entrada para o Arroz de Hauçá, que vai ser o prato principal da noite! Para o vatapá virar entradinha, coloquei em casquinhas (daquelas que usamos para montar a casquinha de siri), salpiquei farinha de rosca para não borbulhar demais quando for ao forno, espetei uma pimentinha malagueta e congelei, primeiro aberta, e depois em sacos plásticos com 20 unidades. Ficaram lindas!!! Na hora é só levar ao forno!




Casquinhas congeladas


Vamos à receita que rende 40 casquinhas de vatapá de siri:


. 3k de carne de siri
16 fatias de pão de forma

2 vidrinhos de leite de coco + 150 ml de água

300 g de camarão seco

250 g de castanha de caju

4 tomates maduros

1 pimentão verde

2 cebolas grandes

5 dentes de alho

pimenta malagueta a gosto

1 maço de salsinha e cebolinha ou coentro

200 ml de azeite de dendê
2 colheres, das de sopa, de gengibre ralado ( eu usei óleo de pequi no lugar do gengibre)


Bata no liquidificador as cebolas, os alhos, os tomates, o pimentão e metade da salsinha (ou coentro). Aqueça uma caçarola grande e junte metade do azeite de dendê. Refogue a mistura batida no liquidificador nesse azeite e, após 10 minutos, junte a carne de siri. Refogue por mais 10 minutos. Bata no liquidificador as fatias de pão demolhadas no leite de coco e na água junto com a castanha, o gengibre (ou óleo de pequi) e o camarão seco. Acrescente essa mistura ao siri refogado e espere ferver e engrossar. Tempere com pimenta malagueta e acerte o sal. Junte o restante de dendê e de salsa (ou coentro) e sirva com arroz branco, acarajé ou em casquinhas.


As pimentas da foto são pimentas bode colhidas na pimenteira do Fafá e da Doidinha. Além de perfumadas e deliciosas elas são enormes e lindas! É claro que já tenho uma mudinha dessa pimenteira para plantar na minha horta!

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Camarão seco e defumado direto de Salvador

>> segunda-feira, 28 de março de 2011


Eu estou doida para testar uma receita que leva camarão seco mas não encontrava bons camarões aqui em Uberlândia.
Algumas amigas até se ofereceram para enviar via correio mas, acabei encontrando na internet uma pessoa em Salvador que vende e envia camarão seco e outros produtos para todo o país.
Depósito feito e confirmado, em dois dias, os camarões estavam na minha casa!
Se na sua cidade não tem camarão seco e azeite de dendê eu super-indico a Vera. Basta acessar esse link e enviar e-mail pra ela.
Os camarões são de bom tamanho e chegaram em ótimo estado.
Eu paguei R$40,00 o quilo de camarão e R$12,00 o litro do dendê.
.
Agora é só esperar o dia da inauguração do meu puxadinho para fazer minha receitinha que leva camarão seco.... Depois posto pra vocês o resultado!

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Farofa de feijão verde ou feijão de corda

>> terça-feira, 22 de março de 2011


Sempre que vou a feira vejo feijão de corda a venda.
Da última vez que fui, pedi duas latas (na feira eles vendem o feijão medindo em um pote de sorvete) de feijão de corda e eles embalaram o feijão seco.
Eu logo reclamei:
- Não! Eu quero o feijão de corda, aquele na vagem!
O feirante respondeu:
- Feijão de corda é o seco, o feijão ainda na vagem, antes de secar é chamado de feijão verde!
Fiquei feliz por aprender a diferença entre feijão de corda e feijão verde. São o mesmo feijão, só que um é fresco e o outro é seco.
Comprei o fresco (verde).

Minha intenção era fazer baião de dois, que já fiz e postei aqui, mas fiquei com preguicinha...
Decidi fazer um farofinha de feijão verde e ficou deliciosa!!!

Para a farofa você vai precisar de:

1/2 quilo de feijão verde
1 cebola, bem picada
4 dentes de alho, 3 espremidos e 1 inteiro
1 folha de louro
250g de linguiça ardida em pedaços pequenos
4 colheres, das de sopa, de manteiga de garrafa (ou 2 colheres cheias de manteiga comum, se você não tiver a de garrafa)
sal a gosto
farinha de mandioca até dar o ponto
coentro picado grosseiramente, a gosto
pimenta ardida, a gosto

Refogue a metade da cebola em 1 colher de manteiga de garrafa, junte o feijão verde, mexa por 2 minutos e cubra com água fervente. Junte a folha de louro e o dente de alho e cozinhe até o feijão ficar macio. Acerte o sal, retire a folha de louro e o dente de alho e desligue o fogo.
Em uma frigideira, doure a linguiça na manteiga de garrafa restante e junte o feijão, que deve estar escorrido. Refogue bem o feijão e junte a farinha, até o ponto que você gosta. Alguns preferem mais sequinha, com mais farinha, outros preferem mais úmida, com menos farinha.
Acerte sal, junte pimenta ardida e bastante coentro (ou salsinha), deixe tostar por alguns minutos e sirva com carne seca acebolada.





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Comida mineira, frango caipira com sangue fresco

>> segunda-feira, 14 de março de 2011


No carnaval juntamos a turma e fomos pra chácara. Foi uma comilança, só...
Era café da manhã com torta fria de pão de forma, churrasco do Ju o dia todo e a noite fazíamos uma comidona bem gostosa para curar a ressaca.
Fizemos sopa com banana da terra (vou postar a receita), arroz chinês, leitoa a pururuca , massa a bolonhesa, e não podia faltar um franguinho caipira morto na hora, tão fresco que até o sangue foi usado na receita.
Mas não foi o frango ao molho pardo que fizemos, essa é outra receita!
Minha cunhada Kamilota ama o frango caipira com sangue coagulado, por isso, fiz pra ela.
Algumas pessoas devem estar horrorizadas ao ver o sangue mas, vocês não imaginam a delícia que fica. O sangue cozinha e fica macio, sem contar no sabor, que é delicioso!
Para fazer essa receita você precisa matar o frango na hora, cortando o pescoço e recolhendo o sangue em um prato. Já tô imaginando muita gente lendo e virando a cara! hahaha
Eu não mato frango. Aliás, não mato nada!
Depois que ele está mortinho da silva e sem as benditas (e fedidas) penas, eu faço de tudo mas, não me peça para matar e depenar o bixo! Nossa caseira fez essa parte do trabalho, e com 3 frangos!
Depois que você estiver com o frango limpo e picado e o sangue no prato, comece a receita.
Faça exatamente como eu já postei aqui no blog.
Quando o frango ficar "ao dente", quadricule o sangue com uma faquinha e acrescente ao caldo do frango, junto com o fígado (que deve estar reservado). Os outros miúdos, moela e coração, entram no início do preparo.
Cozinhe por mais 15 minutos e sirva com arroz branco e uma salada com bastante limão china!
Aqui nós fazemos sempre um macarrão de roça para acompanhar, mas fica a seu critério!


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Arroz com suã

>> segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011


Meu fogão a lenha está desativado desde que as obras começaram aqui em casa.
Já não vejo a hora de colocar bastante lenha nele e fazer minhas comidinhas...
O arroz com suã é um dos pratos que eu prefiro fazer no fogão a lenha. Na falta dele, fiz no fogão convencional.

Pra quem não conhece, suã é a coluna vertebral do porco. Eu sempre peço a coluna toda, que vem até com o rabinho do porco. Esse é o meu preferido! Já aviso todo mundo que o rabo é meu! hehehehe


Para preparar arroz com suã para 10 pessoas você vai precisar de:

- 2 k de suã limpa
-100 ml de óleo
- 2 colheres, das de sobremesa, de tempero caseiro completo
- 2 colheres, das de sopa, de pasta de alho
- pimenta ardida a gosto (eu uso 3 pimentas bode)
- suco de 1 limão
- 2 cebolas grandes, ou 3 cebolas médias, bem picadas
- 500 g de arroz lavado e escorrido
- água fervente o quanto baste
- sal
- cheiro verde a gosto


Limpe bem a suã (eu nunca sei se suã é menino ou menina) e tempere com a pasta de alho, o suco de limão, a pimenta e o tempero caseiro. Deixe descansar por 1 hora.
Aqueça uma panela grande, de fundo grosso, e acrescente o óleo e a suã.
Cozinhe a carne até todos os pedaços ficarem bem dourados. Vá pingando água fervente, quando necessário.
Quando todos os pedaços estivem dourados, retire o excesso de óleo e junte a cebola picada. Mexa bem e espere a cebola ficar da cor de caramelo.
Junte água fervente (mais ou menos 1 litro e meio) e veja se a suã já está cozida. Se a carne estiver macia, junte o arroz lavado e escorrido, acerte o sal e cozinhe até o arroz ficar ao dente. Se necessário, pingue mais água fervente.
Desligue o fogo, tampe bem a panela e deixe descansar por 10 minutos.
Cubra o arroz com cheiro verde e sirva com vinagrete.

Eu tenho feito vinagrete só com tomate sweet grape e fica DIVINO!!!!

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Acarajé em Uberlândia

>> quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011


Você é apaixonado por acarajé como eu sou? Eu AMO. Sou capaz de comer 2, dos grandes, numa sentada! Se for na Bahia, então... Afe! Como até mais!

Outro dia tive um desejo sem estar grávida! Passei a semana só pensando em acarajé. Cheguei a perguntar no Twitter se alguém de Uberlândia conhecia quem preparava o danado! Até acarajé de oferenda de pai de santo eu tava aceitando...heheheheO maridão, sabendo desse meu desejo, tentou achar em tudo que é lado e nada...

Dias depois ele viu um carro todo plotado com acarajés passando na rua e começou uma perseguição ao carro... Ele perseguiu o carro por um bom tempo mas não conseguiu alcançar para pegar o endereço completo. Conseguiu ler apenas o nome da rua de um dos endereços.

Me ligou na mesma hora, pediu para eu me aprontar porque ele me faria uma surpresa. Confesso que achei que ele me levaria ao motel..hahahaha

Cheguei até a arrumar minha maleta erótica! Mas ele, que não é nada romântico, tratou de falar a verdade assim que entrei no carro (ainda bem que a maleta ainda não estava em mãos...hehehehe), e disse que me levaria para comer a coisa que eu mais gosto e que seria numa barraquinha, num bairro afastado!

O nome da rua ele tinha, mas o endereço completo não! E a rua é grande, amigos... Quem conhece o bairro Luizote sabe o quanto a José Fonseca e Silva é longa! Fomos e voltamos nessa rua umas 3vezes e nada de encontrar a danada da barraca de acarajé. Olhei na internet e nada de achar o endereço.

O marido ficou decepcionado e eu arrasada! Resolvemos voltar pra casa e passamos na padaria para comprar pão. Foi na padaria que o Rô encontrou um amigo e, contando o "corre" que tínhamos acabado de fazer em busca de um acarajé, ficou sabendo por ele o endereço exato! Bendito amigo!

Voltamos toooodo o caminho e descobrimos, depois de quase 1 hora e meia de procura, que o tão procurado Point do Acarajé ficava a menos de 1 km da empresa do maridão! Cheguei no local salivando! O maridão todo orgulhoso por estar me agradando!

Na chegada já fiquei encantada. Tudo impecavelmente limpo e arrumado. E o atendimento, feito pela mulher do baiano Carlinhos, foi nota 10.

Assim que vi os recheios já fiquei desorientada!





Vatapá, moquequinha de camarão (camarão seco), quiabada (parecido com o caruru) e vinagrete.
Pedi dois completos. Os dois pra mim, claro! O maridão não gosta nem do cheiro de acarajé!
Enquanto o acarajé estava sendo frito fiquei de papo com a mulher do Carlinhos (me esqueci o nome dela, pode?)



Nesse papo descobri que a barraquinha da José Fonseca e Silva realmente existe, só que é montada as 19:30h e nós passamos por lá as 19:00h.
Descobri também que, se você quiser fazer uma festa baiana em Uberlândia e servir acarajé, o Carlinhos vai até sua casa e faz pra você. Não é o must?

Logo que o acarajé chegou eu não falei mais nada. Fiquei apenas saboreando, extasiada...

Saí de lá feliz com o maridão e com meu desejo saciado... Nem na maletinha erótica eu pensava mais (vamos combinar que depois de dois acarajés ninguém consegue trepar nem em árvore, né?)....

O que eu achei do acarajé? É claro que comer frango caipira com angu e quiabo em Minas é melhor do que comer frango caipira na Bahia, né? Mas vale a pena pra matar aquela vontade que só pegando TAM você sacia....

Point do Acarajé

Loja 1 - Av. Taylor Silva, 1137 (Bairro Tocantins)
Loja 2 - Av. José Fonseca e Silva (barraquinha ao lado da Associação de Moradores do bairro Luizote)
Fones: (34) 3223-0897 ou 9923-8263


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Pamonha salgada sem palha, muito mais fácil

>> terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Se tem uma coisa que eu MORRO de preguiça de cozinhar é pamonha!
Afe!!! Ninguém merece passar o dia ralando milho, lavando e amarrando palha.... Acho muito mais fácil ir na pamonharia e comprar uma pamonha por R$3,00.

Mas fui na feira de domingo para comer pastel e resolvi comprar 2 porções (12 espigas) de milho já ralado.
Cheguei em casa e fiquei pensando no que fazer com o milho! Resolvi fazer a danada da pamonha mas não tinha trazido as palhas das espigas! Decidi fazer uma pamonha salgada cozida sem palha e ficou MARAVILHOSA!!!!

Se você gosta de pamonha e tem preguiça de amarrar a palha pode fazer essa receita que fica DIVINA!!!!

Para 12 espigas de milho bem maduras e raladas eu usei:
- 650 ml de leite ( se as espigas estiverem moles, coloque menos leite)
- 1 cebola média bem picada
- 4 dentes de alho amassados
- 3 colheres, das de sopa, bem cheias de manteiga
- 2 pimentas bode e duas cumari do Pará (coloque a seu gosto, eu prefiro a pamonha bem ardida)
- 600 g de linguiça fina ardida, frita em 1 fio de azeite
- cheiro verde a gosto
- 400g de queijo minas frescal em cubos
- tempero caseiro ou sal a gosto

Rale as espigas de milho (ou compre ralada, como eu) e junte o leite.
Passe a mistura de bagaço de milho e leite por uma peneira fina, espremendo bem o bagaço para retirar todo o amido.
Pique a linguiça em pedaços pequenos e frite em um fio de azeite. Reserve.
Aqueça a manteiga e junte o alho e a cebola. Assim que a cebola murchar junte o milho peneirado e 1 xícara do bagaço do milho. Mexa com um fouet (batedor de arame) até o creme encorpar, abaixe o fogo e continue cozinhando até o creme despregar da panela, mexendo sempre para não empelotar.
Junte a linguiça, o tempero e as pimentas e mexa por mais 5 minutos. Desligue o fogo, acrescente o cheiro verde e o queijo em cubos, mexa e coloque em um refratário fundo, untado com manteiga.
Espere meia hora, corte em cubos e sirva.


Dica: Se você quiser ter orgasmos gastronômicos aqueça uma frigideira com manteiga e grelhe pedaços de pamonha salgada até se formar uma casquinha crocante por fora e o queijo ficar cremoso por dentro. Dos deuses!

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Carne moída com pequi

>> segunda-feira, 17 de janeiro de 2011


Vou começar a semana agradando alguns e arrepiando outros.
.

Eu já contei aqui o quanto gosto de pequi, né?
Outro dia o maridão pediu que eu descongelasse uma feijoada para o jantar mas eu não tava afim de jantar feijoada.
Aproveitei que ele ia comer feijoada e fiz carne moída, uma das coisas que ele menos gosta de comer. Já fiz de tudo para ele gostar de carne moída mas não adianta, ele diz que boi ralado não é a praia dele... Só que eu ADORO!!!!
Aproveitei e comprei alguns pequis para fazer com a carne.
Eu e as crianças nos esbaldamos!!!!!

Para 1 quilo de carne moída voce vai precisar:

- 1 k de carne moída de primeira
- 1 fio de azeite
- 1 cebola bem picada
- 3 dentes de alho amassados
- sal e pimenta do reino a gosto
- cheiro verde a gosto
- pimenta ardida a gosto
- 2 litros de pequi (Aqui as pessoas vendem pequi por litro. Eles usam uma lata de óleo imunda para medir...hahahaha Mas você pode usar 1 quilo de pequi que dá mais ou menos a mesma quantidade.)
- 300 ml de água fervente

Aqueça uma caçarola e acrescente o azeite. Junte a carne moída e deixe a carne dourar. Só depois que a carne estiver bem sequinha acrescente o sal, as pimentas, a cebola e o alho. O sal faz a carne desidratar e soltar muito líquido, por isso, eu só tempero carne moída depois de bem refogada.
Junte o pequi e refogue por mais 3 ou 4 minutos, mexendo sempre.
Vá pingando água fervente e cozinhando a carne por mais 15 minutos. A carne deve ficar bem sequinha, quase que cremosa por causa do pequi.
Cubra com cheiro verde e sirva com arroz branco...

Nunca é muito repetir que pequi não se deve morder por causa dos espinhos. A maneira correta é raspar só a polpa, com muito cuidado!

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Frango caipira, uma delícia de Minas

>> sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Já postei minhas receitinhas de macarrão de roça e de pequi ao molho caipira e hoje vou terminar a semana de comidas mineiras de domingo com o frango caipira. Essa combinação pra mim é perfeita... não existe nada melhor!

Já tinha postado receitas de galinha com oveiras e galo mas só hoje percebi que nunca postei receita de frango caipira.

O frango tem que ser caipira de verdade... Daqueles com a carne firme e as coxas longas! Com frango de granja a receita não é a mesma pois a carne é mais macia e acaba se desmanchando.

- 1 frango caipira cortado nas juntas e bem limpo
- 1 colher, das de sobremesa, de tempero mineiro caseiro com açafrão
- 100 ml de óleo
- 3 cebolas médias, bem picadas
- 1 colher, das de sopa, de pasta de alho caseira
- pimenta do reino a gosto
- 1 colher, das de sopa, de açafrão da terra em pó ou 2 colheres, das de sobremesa, de raiz de açafrão da terra ralada
- 2 pimentas bode partidas ao meio
- 1 litro e meio de água fervente (ou mais, se necessário)
- cheiro verde a vontade

Aqueça uma panela de ferro e coloque o óleo e o frango. Salpique o tempero e a pimenta do reino por cima do frango e tampe a panela. Espere o frango dourar por baixo e só então vire os pedaços.
Frite o frango até todos os pedaços ficarem BEM dourados.
Frango caipira branquelo é péssimo....fica feio e com gosto de poleiro (apesar de eu nunca ter passado a língua num poleiro..hahahahaha)!
Quando o frango estiver bem douradinho escorra o excesso de óleo e junte as cebolas picadas.
Cozinhe até a cebola ficar bem dourada, quase da cor de coca cola. Tome muito cuidado para ela não queimar, tá? Se queimar fica amargo.
Junte a pasta de alho, as pimentas e o açafrão da terra e refogue por 2 minutos.
Cubra com água fervente e cozinhe até o frango ficar macio, pingando água fervente sempre que necessário!

Coloque bastante cheiro verde antes de servir!

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Pequi ao molho caipira

>> quinta-feira, 14 de outubro de 2010


Fiquei muito feliz quando encontrei os primeiros pequis da safra desse ano sendo vendidos na rua! Parei na mesma hora e comprei 2 litros (eles são vendidos em embalagens de leite hehehehe) para servir junto com o franguinho caipira que já estava dentro do carro.

Preparar o pequi é muuuuito fácil, seja no arroz, ao molho ou junto com o frango.

Dessa vez eu fiz ao molho porque meu genro não gosta do sabor e ele não comeria nada que tivesse pequi...

Eu roí mais de 1 dúzia de bolinhas douradas...e fiquei feliz porque, apesar de serem precoces, os pequis estavam bem carnudinhos.

A minha receita de pequi ao molho é bem fácil.

- Cerca de 1 quilo de pequi sem a casca

- 2 colheres, das de sopa, de óleo

- 1 cebola média bem picada

- 3 dentes de alho espremidos

- 1 pimenta ardida

- 200 ml de água

- tempero caseiro com açafrão a gosto (cerca de 1/2 colher, das de sobremesa)

- 2 conchas de caldo do frango caipira (opcional)

Aqueça uma panela de fundo grosso e junte o alho. Quando o alho alourar coloque a cebola e cozinhe até a cebola murchar. Junte o pequi e refogue bem, por mais ou menos 4 minutos. Junte a água fervente, o tempero e as pimentas, tampe a panela e cozinhe por 15 minutos em fogo baixo.

Se você tiver feito o frango caipira, retire duas conchas do caldo e coloque no pequi.

Ferva por 3 minutos em fogo alto, cubra com cheiro verde e sirva com o franguinho caipira e o macarrão de roça.

DICA IMPORTANTE: Vale lembrar que não podemos morder o pequi por causa dos espinhos que tem dentro dele. Tome muito cuidado e apenas roa o danado, viu?






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Arroz caipira com linguiça

>> quinta-feira, 30 de setembro de 2010


Olá, amorecos!
Estou numa correria louca e quase não postei esse semana... Mas prometo que vou tentar aparecer mais, tá?

Tô com algumas comidinhas de roça para postar para vocês mas acho que só vai rolar na semana que vem... Enquanto isso posto a receita desse arroz caipira que o maridão AMA!!!


1 k de linguiça artesanal ardida
60 ml de óleo
2 cebolas grandes, bem picadas
1 colher, das de sopa, de açafrão da terra
1/2 k de arroz lavado e escorrido
1 colher, das de sopa, de tempero mineiro com açafrão
1 litro de água fervente + ou -
Cheiro verde a gosto
Pimenta ardida a gosto

Corte a linguiça em pedaços de 4 cm e coloque em uma panela de fundo grosso junto com o óleo.
Frite até a linguiça ficar dourada, retire o excesso de óleo e acrescente as cebolas.
Espere a cebola dourar e junte o açafrão da terra. Toste o açafrão por 1 minuto e junte o arroz lavado e escorrido.
Refogue o arroz por 2 ou 3 minutos, acrescente o tempero, a pimenta e a água fervente e cozinhe em fogo baixo até a água secar. Abaixe o fogo e aguarde o arroz ficar macio. Se necessário, pingue mais água.
Cubra com cheiro verde e sirva com tutu de feijão.

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Comida goiana, arroz com pequi e costelinha de porco

>> sexta-feira, 10 de setembro de 2010


A comida mineira aqui do Triângulo e a comida goiana são muito parecidas...
E um prato que é típico tanto em Goiás, quanto aqui em Minas, é o pequi.

Eu sou APAIXONADA por pequi mas conheço pessoas que não podem nem sentir o cheiro do danado.
O pequi é o típico caso de amor ou ódio. Quem gosta, ama. Quem não gosta passa até mal quando vê.
Como não estamos na época de pequi eu usei a conserva, que quebra bem o galho...
Se você não gosta de pequi é só trocar pela guariroba e preparar na mesma forma... Garanto que também fica delicioso!
Ah! No lugar da costelinha você pode usar suã. Fiz um arroz com suã no feriado que ficou diliça...


Receita de arroz com costelinha de porco, linguiça e pequi

1 k e 1/2 de costelinha de porco, cortada de osso em osso
1 colher, das de sopa, de tempero caseiro com açafrão da terra
1/2 xícara, das de chá, de óleo
1 colher, das de sopa, de pasta de pequi
2 pimentas ardidas bem picadas (opcional)
400 g de linguiça fina ardida (caseira), em pedaços médios
2 cebolas grandes, bem picadas
600 g de arroz lavado e escorrido
300 g de lascas de pequi em conserva ou 12 pequis in natura
sal a gosto
água fervente o quanto baste

Tempere as costelinhas com a pasta de pequi, as pimentas e o tempero caseiro e deixe descansar por meia hora.

Em uma panela de ferro ou uma panela de fundo grosso, acrescente o óleo e as costelinhas. Frite até dourar bem (leva mais ou menos 40 minutos), pingando água quando necessário. Junte as linguiças e frite por mais 10 minutos.

Quando a costelinha estiver bem dourada, descarte o excesso de óleo, acrescente as cebolas e cozinhe até a cebola ficar com cor de caramelo.
Junte 500 ml de água e cozinhe até a costelinha ficar macia.

Assim que a costelinha estiver macia acrescente o arroz e as lascas de pequi (ou o pequi fresco). Refogue por 2 minutos, cubra com água fervente até dois dedos acima do arroz, acerte o sal e deixe no fogo até o arroz ficar cozido.

Cubra com cheiro verde e sirva.

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Comida mineira - Lombo e tutu de feijão

>> segunda-feira, 5 de julho de 2010

Outro dia eu tava viajando pelo blog e percebi que nunca tinha postado uma receita de tutu de feijão a mineira.
Aqui em casa a turma prefere feijão tropeiro e, por isso, o tutu sempre fica em segundo plano.

Como eu ia preparar uma receita de lombo a mineira, resolvi que tava na hora de postar a receitinha do tutu... É tão fácil...

Receita do tutu a mineira:

500 g de feijão carioca cozido
2 colheres, das de sobremesa, de pasta de alho
1 cebola pequena, bem picada
3 colheres, das de sopa de óleo ou 1 colher bem cheia de banha
250 g de linguiça ardida fatiada
150 g de bacon em cubos
farinha de mandioca biju o quanto baste
pimenta ardida a gosto
ovo cozido e cheiro verde para decorar

Cozinhe o feijão, bata a metade no liquidicador e reserve a metade em grãos.
Aqueça uma panela de fundo grosso, junte o óleo (ou a banha) e acrescente a linguiça ardida. Doure bem a linguiça, retire e reserve.
Coloque o bacon na panela que a linguiça foi frita e espere dourar. Retire e reserve.
Junte o alho e, 2 minutos depois, a cebola e refogue por 1 minuto. Refogue o feijão batido na cebola e logo após junte os grãos de feijão e deixe ferver.
Vá acrescentando a farinha biju aos poucos e mexa bem. Não deixe engrossar demais porque quando esfriar ele vai endurecer.
Acrescente a metade da linguiça e a metade do bacon reservados, tempere a gosto e junte cheiro verde.
Decore com ovos cozidos e o bacon e a linguiça reservados.

Para acompanhar o tutu:

Receita de lombo de porco a mineira


1.8k de lombo de porco
1 colher, das de sobremesa, bem cheia de tempero completo
suco de 3 limões
5 dentes de alho amassados grosseiramente
50 ml de óleo (eu só uso de girassol)

Na véspera, tempere o lombo com o suco de limão, o tempero completo, o alho e o óleo. Deixe na geladeira por 12 horas.
Retire a carne da geladeira 1 horas antes de preparar.
Ferva 2 litros de água e mantenha ao lado, sempre aquecida.
Aqueça uma panela de fundo grosso (eu uso panela de ferro) e junte 40 ml de óleo. Doure o lombo de todos os lados, com a ajuda de um garfão.
Quando o lombo estiver completamente dourado vá pingando água, virando a carne e cozinhando lentamente, por aproximadamente 1 hora e meia.


Fatie e sirva com tutu de feijão, couve a mineira e farofa.





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Comida de Buteco - Mandacaru - Carneiro à Mandacaru

>> quinta-feira, 11 de março de 2010


Olá, amores!
Ontem fui conhecer mais um concorrente do Comida Di Buteco.
Fomos ao Mandacaru Sabor do Nordeste experimentar o Carneiro à Mandacaru.
Rua Godofredo Machado, 138, Presidente Roosevelt, Uberlândia MG - CEP 38401-094
Ver Mapa




Eu não conhecia o Mandacaru, nunca tinha nem ouvido falar à respeito. Precisei imprimir o mapinha para chegar ao local mas, vai aí uma dica que facilita muito a chegada: vá pela Av. João Pessoa e atravesse o viaduto que leva ao Bairro Roosevelt. Assim que terminar o viaduto tem uma pracinha. Contorne a metade da praça e entre na Av. João Bernardes de Sousa. Ande alguns metros e vire na primeira rua à direita. O Mandacaru está a cerca de 300 m.
A rua é via dupla e bem estreita, mas o estacionamento é fácil. Ponto para o Mandacaru.
.
Logo que entrei senti como se eu tivesse mudado de estado.
A decoração típica, o som do forró pé de serra e a calma do garçom que nos atendeu me remeteram imediatamente ao Nordeste.
Escolhi uma mesa debaixo de uma parreira que estava carregada de pequenos cachos de uva e logo o Douglas, único garçom do local, veio nos atender.
Rapaz calmo, beeeeeeem calmo, de fala mansa (olha o forro aí novamente..hehehehe) e que serve uma cerveja fria.
Isso mesmo, a cerveja patrocinadora do evento, a Bohemia (R$4,00), não estava gelada, estava fria.
.
Mas eu não estava ali para beber, estava para experimentar os pratos concorrentes.
Deixei a cerveja de lado e pedi uma água mineral, que veio completamente congelada.
OPS!!! Acho que inverteram alguma coisa no freezer de bebidas!
.
O Patê de Atum Coqueiro, cortesia do festival, foi servido sobre uma bolacha tipo Salclic. Menos pior do que a torrada ruim que eu tinha comido no Xega Ki.
Pedi o Carneiro à Mandacaru (R$ 15,00) e, enquanto ele era preparado, fui conhecer a lojinha de artigos regionais que tem no local.
Gostei de saber que não preciso mais trazer quilos de manteiga da garrafa quando viajo para o Nordeste, posso comprar ali mesmo.
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Aproveitei que estava conhecendo o local e procurei o banheiro feminino. Dentro de uma sala que imaginei ser o depósito da lojinha estava o banheiro, impecavelmente limpo, mas com vestígios de que o bar é também a residência dos proprietários. Várias escovas de dente estavam ali, guardadinhas no armário de vidro junto ao espelho de retocar o batonzão!!!! Interessante, não?
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Em pouco mais de 20 minutos o carneiro foi servido.
Bom, muito bom!
O tempero estava no ponto exato, muito saboroso.
O único senão, ao meu ver, foi o ponto de cozimento. Acho que passou e ressecou demais, o que fez o carneiro perder sua "doçura característica" e parecer uma carne bovina de panela.
Mas, mesmo um tantico ressecado, foi devidamente devorado junto com a mandioca frita, uma malagueta ao óleo MARAVILHOSA e bastante manteiga de garrafa.
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A porção de carneiro foi suficiente para me deixar satisfeita mas eu não podia sair dali sem experimentar a Buchada de Bode (R$12,00), prato sugerido pelo festival Comida di Buteco, como entrada.
A buchada veio acompanhada de uma estranha farofa de Doritos (também patrocinador do evento) com carne seca.



Eu nunca tinha comido buchada de bode mas, como ADORO dobradinha, imaginei que seria fácil encarar.
E foi.
Gostei da danada mas, vou deixar para comer novamente nas minhas bodas de ouro.
É bem forte....hahahahahaha
Cheguei em casa com o gosto dos miúdos do bode na boca!
Escovei os dentes (e me lembrei daquelas escovas que vi no banheiro do Mandacaru) mas não adiantou.... O gosto de fígado de bode estava entranhado em mim!
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Minha nota para o Mandacaru buteco? Seis ou sete.
Para o Mandacaru restaurante? Oito.

Um bom buteco não pode pecar na temperatura da cerveja mas, se você quer jantar em um local típico, pitoresco e ainda por cima ter uma aula de como preparar uma cheirosa (eu não comi!) tapioca com a dona do restaurante, vale a pena.


.

Ah.... Na saída eu encontrei com a Dani, do Cozinha Travessa, e com o Alceu, seu marido. Eles estavam chegando ao Mandacaru...
Também encontrei o Wadson, um amigo dos tempos de colégio, e sua encantadora mulher.
Será que eles também dormiram com gosto de bode na boca?



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Matambre recheado

>> sexta-feira, 4 de setembro de 2009


Estou colecionando os livrinhos da Cozinha Regional da Abril e , desde que vi uma receita de matambre recheado no livro do Rio Grande do Sul , fiquei com vontade de fazer.
Achei as receitas de todos os 4 livrinhos que comprei até agora muito fraquinhas. Tiro por base as receitas da culinária mineira... Todas fracas e faltando alguma coisa!

Dei uma pesquisada no Google e achei várias receitas de matambre recheado. Como não gosto de seguir à risca nenhuma receita resolvi fazer do meu jeito.

O problema começou quando fui comprar a carne.
Quem disse que os açougueiros de Uberlândia sabiam o que era matambre?
Compro carne no açougue do D'Ville ou no Vita Carnes e em nenhum dos dois eu encontrei o bendito matambre. Pesquisei e descobri que matambre é chamado de "capa de costela" aqui em Minas.
Voltei pra buscar a capa de costela e não tinha! Só por encomenda.
Esperei 2 dias até as capas chegarem!

O outro problema foi o esquecimento! Me esqueci de comprar barbante. Corri até o D'Ville e nada. Fui até uma casa de material de construção aqui pertinho e nada! Nem barbante culinário nem barbante normal.

Minha anja da guarda e ajudante, a Adriana, me deu a idéia de usar linha de pipa dos filhotes. Juntamos 4 linhas e virou um barbante resistente.

O outro problema, que foi o pior, foi a "jeitosinha" e paciente aqui conseguir enrolar o danado do matambre!
Saia carne pra um lado, ovo cozido pra outro.... E minha anja me salvou novamente. Eu segurava e ela amarrava!

Depois disso foi tranquilo!

Meu primeiro matambre recheado não ficou muito bonito. Acho que com prática ele vai ficar melhor. Mas o sabor ficou ótemo!

Amanhã vou para a fazenda de um amigo e levarei um dos matambres para a gente aperitivar. As outras receitas que vou fazer lá eu posto na terça.

Um beijo grande e um ótimo feriado para todos.

Ingredientes:

2 k de matambre (capa de costela em Minas) sem o excesso de gordura
1/2 copo de vinho tinto seco
ramos de alecrim
folhas de louro
sal e pimenta a gosto
pimenta do reino a gosto

Tempere a carne e deixe na geladeira de um dia para o outro.
Passadas as 24 horas retire a carne da geladeira e pincela ovo batido.
Cubra a carne com cebola e cheiro verde bem picadinhos e recheie com:

- 1 paio em tiras
- 2 cenouras em tiras
- 2 ovos cozidos inteiros
- fatias de bacon
- carne de porco moída, temperada e com farinha de rosca

Enrole a carne, amarre e doure em uma panela de fundo grosso. No slide abaixo eu mostro todo o passo-a-passo.
Quando a carne estiver dourada por todos os lados leve para uma panela de pressão, cubra com caldo de carne e cozinhe por 40 minutos.

Espere a carne esfriar para fatiar.

O caldo que sobrou na panela eu desengordurei, reduzi e vou servir junto com a carne.





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Carne de sereno com mandioca frita e sobremesa feita pela maridão

>> terça-feira, 1 de setembro de 2009


Ontem foi feriado e ficamos o dia todo em casa, só assistindo TV e beliscando.
Eu tinha uma carne de sereno no freezer e resolvi fazer da forma que a turma mais gosta: frita.
Para acompanhar nada melhor do que uma mandioquinha, também frita...

A receita desta carne de sereno eu peguei no Mais Você, da AMB. Fiz e foi aprovada!
Agora não fico sem...

Compre uma peça de carne da sua preferência. Pode ser picanha, coxão duro, coxão mole ou paletão, que é a minha preferida para preparar este prato.

Com a picanha eu faço bifes grelhados ou churrasco, com as outras eu faço carne de panela, iscas aceboladas, carne de roça (que é essa receita que estou passando), Maria Isabel, etc.

A peça deve pesar entre 1.2k e 1.5 k.
Faça dois sulcos bem profundos na carne, sem chegar até o final.
Passe 120 g de sal fino ou 160g de tempero mineiro em toda a peça e coloque em uma travessa de vidro.
Cubra muito bem com um pano limpo e deixe em um local fresco por 24 horas.
Vire a carne 3 vezes neste período.
A carne vai desidratar e soltar um líquido. Não descarte esse líquido.
Passadas as 24 horas é só lavar a peça muito bem, retirando todo o excesso de sal e colocar em uma peneira por 30 minutos.
Depois que todo o líquido escorrer e a carne estiver bem seca é só embalar em filme plástico e levar ao freezer por 12 horas!

Prontinho!

Você pode consumir a carne assim que passar as 12 horas ou mantê-la congelada por até 3 meses.

Eu costumo congelar em porções de 700g. Assim fica mais fácil de descongelar.

Ontem eu piquei a carne em pedaços grandes e coloquei na panela de ferro com óleo até na metade da carne. Liguei o fogo alto e cozinhei por 2 horas, pingando água a cada 15 minutos. A carne fica bem sequinha e dourada por fora e macia por dentro. O cúmulo da gostosura e do colesterol!

A mandioca frita é fácil.
Comprei a amarela e já descascada e piquei em pedaços pequenos.
Em uma panela de pressão coloquei 1 litro e meio de água, 1 colher, das de sopa, de açúcar, 1 colher, das de sopa, de tempero mineiro e deixei a água ferver.
Coloquei a mandioca na água fervente e cozinhei por 3 minutos na pressão.
Assim que a pressão saiu eu escorri e levei a mandioca para a geladeira por 1 hora. Esse truque é muito importante para que ela fique bem sequinha.
Depois é só fritar em óleo quente e em pequenas porções.

Enquanto eu estava preparando as flitulas e um cookie que não deu certo o maridão resolveu fazer uma sobremesa! Quase morri de susto porque ele não gosta - e não sabe- trabalhar na cozinha.
Mas o merengue de morango ficou dilíça!
Ah!!! Meu filhote João Antônio ajudou o maridão... Foi um trabalho em dupla.




Merengue de morango do maridão

É só fazer camadas de :

- Morangos lavados e fatiados
- Calda de morango feita com 250 g de morangos, 1 colher, das de café, de vinagre e 1/2 xícara de açúcar, cozida por 30 minutos
- Suspiros comprados prontos
- Chantilly feito com 500 ml de creme de leite fresco e 3 colheres, das de sopa, de açúcar
Repita as camadas e decore com morangos passados na calda.

Fomos dormir felizes, satisfeitos e pesando 1 quilo a mais!

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